




Sandy clicada duas vezes...
ORDEM DE APRESENTAÇÃO
(SE ESSA RUA FOSSE MINHA DE FUNDO)
(FAÇAM A CIRANDA NA ORDEM DE APRESENTAÇÃO.)
MÚSICA
MATHEUS – PARA ACABAR COM BRONCA DE MÃE (NÃO ESQUEÇAM O CORO)
MARCELLY – PARA SE LIVRAR DO DISCADOR
ISLAISSA – PARA ACABAR COM A VIOLÊNCIA
MÚSICA
ALINE – PARA ATRAIR A FELICIDADE
IANCA – RECEITA DO AMOR PERFEITO
JOÃO – PARA PASSAR NO PEDRO II
MÚSICA
IULI – CONTRA DOR DE DENTE
BIA – PARA ESPANTAR COBRANÇAS (NÃO ESQUEÇAM AS VOZES)
MÚSICA
MÚSICA DE FUNDO – O RELÓGIO, VINÍCIUS DE MORAES
MÚSICA DE FUNDO – BERCEUSE
ENCENAÇÃO: ISLAISSA, MARCELLY, IANCA, JOÃO PEDRO, SARA (OU IULI?) , THAMARA, ALINE
17. MÚSICA FINAL – O TRENZINHO CAIPIRA

A proposta era continuar este capítulo de O menino no espelho, de Fernando Sabino.
Uma aventura na selva
VOLTEI então a me empolgar pelas aventuras de Tarzã ou pelas desventuras de Robinson Crusoé. Tinha vontade de imitá-los. Era pensando em Tarzã que eu subia na mangueira, dava o meu grito da selva e saltava de galho em galho, chegando mesmo a passar, dependurado numa corda como se fosse um cipó, para a mangueira do vizinho, do outro lado do muro. E como se fosse Robinson Crusoé na sua ilha deserta é que resolvi construir uma cabana no fundo do quintal.
Primeiro finquei quatro estacas de bambu no chão, formando um quadrado. Depois ergui as paredes, aproveitando as tábuas de uns caixotes vazios que estavam havia tempos debaixo da escada da cozinha, sem nenhuma serventia. Para isso, usei o martelo, o serrote e outras ferramentas de meu pai, que eu já sabia manejar com alguma habilidade. Aproveitava, é lógico, as horas em que ele não estava em casa, pois papai não gostava que usassem as suas ferramentas. Dizia que a gente depois largava tudo espalhado por aí.
O telhado era feito de uns galhos cruzados, sustentando pedaços de lata de querosene e tampas de latas de biscoito Aymoré. A porta e a janela, também de madeira, tinham dobradiças feitas de pedaços de couro de um sapato velho e se fechavam por dentro com uma tramela: um pedacinho de pau que girava, preso por um prego.
Aos poucos foi surgindo a mobília da minha nova morada: uma mesa feita de tábua e quatro pedaços de cabo de vassoura, um banquinho que era outra tábua em cima de dois tijolos, e a cama, que era um saco de aniagem cheio de folhas secas em cima de um jirau improvisado. Algumas prateleiras de papelão e cabides feitos de pregos completavam a arrumação.
Cuidei também de levar para a cabana uma boa provisão de alimentos furtados da despensa: frutas, latas de sardinha, salame, queijo — tudo mais que pudesse comer com auxílio do meu canivetinho, sem precisar de cozinhar.
E passava horas e horas ali dentro, sozinho na minha ilha deserta. Até parecia que ninguém mais sabia da minha existência. Às vezes minha mãe me procurava por tudo quanto era canto da casa, e não me encontrando mandava a Alzira ir me buscar na cabana:
— Deve estar metido lá dentro, esse menino. A cozinheira batia na porta com uma força que ameaçava jogar a cabana no chão, mas eu não abria: ficava quietinho, sem fazer barulho, esperando que ela acabasse desistindo.
Uma noite, enfim, resolvi dormir ali. Pedir que meus pais permitissem, nem pensar: mamãe vivia dizendo, assim que anoitecia:
— Vem pra dentro, menino, olha o sereno!
E papai não se metia; quem mandava nessas coisas era ela.
Para facilitar, pensei em confiar meu plano ao Toninho, mas achei que ele podia querer também dormir na cabana, e ali dentro mal cabia um, quanto mais dois. Então esperei que todos na casa adormecessem, e saí sorrateiro do quarto em direção ao quintal, levando o travesseiro e o cobertor.
Não tive sorte: naquela noite caiu um temporal, com raios e trovoadas. A água da chuva inundou a cabana, a ventania arrancou pedaços do telhado. Encolhido num canto, molhado até os ossos, tive de esperar o dia clarear, debaixo daquele aguaceiro todo. Acabei pegando uma gripe, por pouco não vira pneumonia. E recebi um castigo bem merecido: fiquei sem sobremesa uma semana.
Meu pai, curioso, no dia seguinte foi ao quintal apreciar a cabana. Elogiou o meu trabalho, mas fez vários reparos: isso aqui você não pregou direito; é lógico que tinha de chover dentro, o telhado não tem inclinação; devia ter cavado um rego ao redor, para a água não entrar por baixo da parede.
— Você tem jeito. Mas precisa de aprender umas coisas.
E disse para minha mãe, na hora do almoço:
— Acho que o escotismo é que vai ser bom para esse menino.
TONINHO já era escoteiro, mas eu ainda não tinha idade senão para ser lobinho. Ainda assim, meu irmão me levou para a associação e me alistou.
Em pouco tempo, passei a levar mais que a sério o escotismo. Não tanto pela parte moral — embora não deixasse de ser interessante amar a Deus sobre todas as coisas, ter uma só palavra, fazer uma boa ação todos os dias, ser limpo de corpo e alma, amar os animais e as plantas, respeitar o bem alheio, ser cortês e leal, e outras obrigações dos mandamentos do escoteiro, que a gente jurava cumprir. O que me atraía mesmo era a parte prática e as distrações: transmitir mensagem à distância pelo código Morse, com o auxílio de um apito ou de uma lanterna (logo consegui decorar o alfabeto), ou por semáfora, com duas bandeiras, como fazem os marinheiros; aprender a dar várias espécies diferentes de nós; acender uma fogueira com apenas um pau de fósforo ou fazer fogo sem fósforo algum; armar uma barraca; orientar-me pelas estrelas; tocar tambor; seguir uma pista em pleno mato — e mil outras coisas próprias dos índios e dos exploradores do oeste.
Duas vezes por semana lá ia eu para a reunião na sede da associação, todo orgulhoso no meu uniforme de lobinho.
E chegou enfim o dia de realizar o meu grande sonho: participar de um acampamento.
Na primeira noite, conheci um garoto bem abusado. Tinha um ar macabro. Aparenteva ter uns 4 metros de altura para mim. Não é à toa que não se dava bem com meu irmão.
-Esse é o Marco - disse Toninho. Não se meta com ele. Dizem que nas noites de lua cheia ele vira lobisomem. É claro que são só boatos...
Ai de mim! Eu era corajoso, sim, mas nunca me imaginei lutando com criaturas fantásticas. Tarzã e Robinson Crusoé nunca tiveram de topar com uma lobisomem. Não sei como me sairia.
Durante muitas noites dormimos em barracas demasiado desconfortáveis. Tinha até esquecido aquela história louca de lobisomem. Até que chegou a lua cheia. E com ela veio umas das maiores aventuras de minha vida.
Em uma bela manhã ensolarada, fomos pescar à margem do rio. Os mais velhos tinham que consertar alguns erros na ponte e nós, os menores, ficaríamos livres para passear um pouco... Refrescar a mente... Entrei na canoazinha e caí no sono...
Quando acordei - uns trinta minutos depois - estava no lago dentro da caverna! O desespero tomou conta de mim! Tantas coisas poderiam dar errado ali... Tudo poderia dar errado! Ainda estava claro, mas eu não conseguia ver nada que estivesse a mais de cinquenta metros e o rio, ao anoitecer, com certeza subiria bastante.
Senti mãos geladas nos ombros e tive certeza de que alguém tinha me arrebatado do barco. Tentei gritar, mas o sinistro vulto tapava-me a boca. Sentia um vento cortante em algumas partes do corpo. Onde me lavaria? E mais apavorante: aquilo parecia rosnar.
No meio da penumbra, consegui identificar um objeto em riste. Parecia uma bandeira... Nunca soube o que realmente vi. Sentia muito frio e desfaleci aguardando o terrível destino que me aguardava nas garras do bichão.
Mas não era dessa vez que eu abotoaria o paletó. Acordei duas horas depois, um tanto mouco, mas vivo!
Minha mãe disse que desmaiei um pouco depois de me salvarem da caverna. Levaram-me de bote ao pronto-socorro. Estava comum tanto de febre e tinha uma aparência pálida. Ainda bem que não fiz xixi na roupa. A criatura que me salvou? O Marco. Até hoje devo minha vida a ele. Somos grandes amigos agora. Durante meus anos de escotismo tive as mais loucas aventuras. O incrível é que escapei da morte por um triz em todas as vezes. E estou aqui até agora pra contar história!
Lohana MonteloLá estava eu com meu uniforme de lobinho, dando alguns nós, quando nos avisaram que iríamos realizar meu grande sonho:participar de um acampamento.Todos estavam muito contentes,m as eu pulava de alegria e fiquei com o enorme sorriso no rosto até o dia do acampamento.
Finalmente chegou o grande dia. Nos separamos em grupos e tínhamos que ficar perto um do outro durante a trilha, mas eu não deixava de apreciar a vista e ouvir ruídos de animais, distraindo-me e me distanciando do grupo.Pensando nas aventuras de Robinson Crusoé, fantasiava que eu estava na mata de uma ilha deserta e,não me esquecendo de Tarzã,trocava rapidamente de personagem e em minha fantasia eu era o “rei da selva”.Podia ficar o resto da vida ali,com minha grande aliada:a imaginação.
A trilha durou cerca de uma hora. Quando finalmente chegamos ao lugar combinado, montamos as barracas e fomos dormir bem cedo, pois no dia seguinte faríamos uma caminhada pela manhã para explorar o lugar. Quando finalmente entrei em minha barraca, confesso que fiquei um pouco assustado com os ruídos medonhos que vinham do lado de fora, da mata. Ficava lá,perplexo, imaginando se o próprio Robinson Crusoé sentiria o mesmo medo que eu sentia na época.
Às seis horas da manhã, todos os lobinhos acordaram para a caminhada.Como me divertia naquela época!Além de apenas caminharmos, aprimoramos nossas técnicas de manuseio da bússola, trabalho em equipe, busca de alimentos na selva e muitas outras coisas essenciais para ser um verdadeiro escoteiro.
No crepúsculo daquele mesmo dia,fiquei tão distraído com minha imitação de Tarzã que fui pulando de galho em galho até me encontrar muito distante de meus companheiros do acampamento.Entrei em total desespero, porém me lembrei que,para ser um verdadeiro escoteiro, teria que aprender a sobreviver na selva.
Para minha sorte, trazia comigo minha bolsa de escoteiro,com muitos objetos úteis para sobrevivência na selva, como um mini kit de primeiros socorros,uma garrafa d’água,uma faca,uma bússola,um rolo de corda,duas barras de chocolate e um biscoito recheado e um canivete com uma porção de lâminas,um garfo e uma serra.
Procurei por muito tempo meus companheiros, mas infelizmente não consegui encontrar nenhum deles. Já era tarde e continuava perdido e sozinho.Procurei um bom lugar para dormir e permaneci na mata pelo resto da noite. Não foi uma experiência tão boa quanto eu pensava ficar sozinho na selva. Fiquei muito assustado com os ruídos dos animais que me cercavam. Encontrei uma capivara certa vez e outra vez pensei ter visto uma onça parda, mas devia ser apenas minha imaginação.
Lamentei-me tanto por me distrair e me afastar do grupo!Prometi a mim mesmo que nunca mais me distrairia quando estivesse no acampamento.
De manhã decidi usar meus conhecimentos de lobinho para achar meus amigos do acampamento. Confesso que foi muito demorado e cansativo,porém,às quatro horas da tarde, finalmente consegui avistar as barracas dos outros lobinhos e de todos do acampamento,que estavam muito preocupados.
Depois de alguns dias, fizemos a mesma trilha de volta para casa.Voltei muito contente depois de minha primeira experiência na selva, embora não tenha sido a última: haveria muitas outras,das quais eu participei com a mesma alegria e empolgação da primeira.Voltei para casa e contei à minha família todas as minhas aventuras.Eu era um verdadeiro Robinson Crusoé.
Mariana dos Santos Fernandes
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Quando cheguei no acampamento, logo fiz amizade com outras pessoas, inclusive com o nosso instrutor. Ele era muito legal.
Certo dia, nosso grupo e nosso instrutor fomos andar em uma trilha na selva. Eu e mais três amigos nos mativemos parados observando as grandes e encantadoras árvores que estavam ao nosso redor. Por causa disso ficamos perdidos, pois o nosso grupo foi se afastando e não percebemos.Ficamos muito assustados, porque já estava anoitecendo e muitos animais peçonhentos e ferozes andavam pela selva em busca de alimentos, como por exemplo nossa carne...
Como nós já havíamos aprendido a sobreviver na selva, tentamos nos acalmar.Permanecemos no mesmo lugar para ficar mais fácil de nos encontrarem. Fizemos uma fogueira, pegamos alguns frutos para comer, improvisamos uma cama com pedaços de pano e folhas de árvore para podermos dormir.
Quando eu estava dormindo, senti algo subindo na minha perna. Era uma cobra. Senti um medo muito grnade porque ela podeia ser venenosa, então fiquei totalmente imóvel esperando que ela saísse do meu corpo. Graças a Deus ela foi embora e, como não havia outro jeito, voltei a dormir.
Acordamos e tivemos que sair dali para colher mais frutos e pegar água no rio para todos.
Assim que chegamos no rio, vimos uma onça bebendo água e ela, talvez com fome, coreu atrás de nós. Nós ficamos tão apavorados que subimos numa árvore para escaparmos dela. Para piorar a nossa situação, choveu muito, e a forte tempestade nos deixou totalmente molhados.
Enfrentamos muitas coisas: mosquitos, besouros, fortes chuvas, onça e até um jacaré quando nadávamos no rio. Até nos encontrarem, demorou seis longos dias de perseguiçoes e correria.
Contamos tudo ao grupo e ao nosso instrutor e ele disse que em certas ocasiões agimos corretamente e em outras nem tanto. Ele também disse que o que aconteceu foi bom, porque assim, se enfrentássemos uma situação igualnou parecida, saberíamos como agir.
Tudo o que aconteceu me mostrou o quanto o acampamento foi importante, apesar de algumas tarefas que não me agradavam terem de ser cumpridas, porque aprendi a sobreviver na selva e a me cuidar com pouquíssimos objetos.
Apesar de tudo, eu também me diverti contando o que aconteceu para outras pessoas, pois eu vivi grandes aventuras que eu nunca havia imaginado antes.
Se não fossem as histórias de Robson Crusoé e de Tarzã, eu jamais realizaria meu sonho e viveria essas belíssimas aventuras.
Sabrina Pereira
702
Quando estávamos quase no final da floresta, nossa adorável condutora caiu, machucou os joelhos e um de seus braços. Todos os aproximamos para ajudar a limpar seus ferimentos, porém, tínhamos esquecido os primeiros socorros perto da fogueira. Já que eu estava mais afastado dos outros, pediram para eu ir buscá - los. Então, eu voltei para a amedrontadora floresta.
Tudo estava calmo e silencioso. eu só escutava o som de meus passos, quando, de repente, me senti perdido, sem achar o caminho de volta para a barraca.
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